Esses dias vi um post que dizia algo como: “Por motivos de ano difícil e crise de identidade, não irei postar minha retrospectiva do Spotify.”
Confesso: me identifiquei. 😅 E você?
Costumo brincar que tanto a jornada empreendedora quanto a jornada de inovação se parecem muito com uma montanha-russa de sentimentos 🎢.

Em um momento vem o eureka, a empolgação, a sensação de “agora vai”. Em outro surgem as dúvidas, os bloqueios, a insegurança — até que, de repente, as certezas reaparecem. Às vezes, inclusive, rolam uns loops de 360 graus no meio do caminho 😅. E assim seguimos, entre altos e baixos, aprendendo a sustentar o movimento.
Talvez por isso fique quase impossível organizar tudo o que acontece em uma narrativa bonita e linear.
Vou compartilhar brevemente o meu 2025 como forma de exemplificar algo que gostaria de trazer. Já adianto o spoiler: minha relação com ele, definitivamente, não foi linear.
Começou intenso, com cinco meses viajando por países como Japão, Finlândia, Portugal e Estônia 🌍 — experiências que expandem, mas também deslocam. Depois veio o retorno ao Brasil e, com ele, duas mudanças físicas de endereço. Só então, já depois do meio do ano, consegui “estacionar” em casa.

Acalmou? Nem tanto.
Logo em seguida chegaram o NASA Space Apps 🚀 e uma sequência de eventos de inovação, com toda a energia, responsabilidade e entusiasmo que eles carregam. Quando parecia que eu finalmente iria respirar… veio mais uma virada: um mês em São Paulo.
Teve avanços, singelas pausas, desvios de rota, encontros inesperados, decisões silenciosas e aprendizados que só fizeram sentido depois.
E aqui levanto uma questão: a gente se acostumou a medir ciclos por entregas visíveis, quando muitas das mudanças mais importantes acontecem nos bastidores.
É justamente nesse bastidor que a vida profissional se mistura com a vida pessoal — a nossa e a de quem caminha perto. Uma mistura que, às vezes, tentamos separar artificialmente. Quase como na série Ruptura (Severance) 🎬.
Você já assistiu?

Achei sensacional a ideia da separação mental entre o “eu profissional” e o “eu pessoal”. Talvez porque, na prática, essa separação pareça existir.
Mas será que existe mesmo?
Se dentro de uma única pessoa a experiência do processo já não é linear, imagina quando tantas vidas “não lineares” se cruzam o tempo todo.
Talvez a linearidade seja mais uma ilusão de organização do que um retrato fiel da realidade.
Então, se o seu ano não saiu como o plano, quero te propor um outro olhar: talvez isso não seja falha — talvez seja o processo fazendo o trabalho dele.
✨ Ouse viver o caminho que não é reto e nem direto. Se fizer sentido, compartilha aqui: a sua relação com 2025 foi linear?
#Ouse+