Quando criamos espaços onde ideias cabem num rabisco, pessoas conseguem caber no mundo.

Organizar um hackathon nunca é só sobre logística. É sobre criar um lugar onde ideias tímidas encontram coragem, onde talentos anônimos descobrem a própria potência e onde a soma de curiosidade + colaboração atravessa fronteiras.

Este ano, uma das nossas equipes (Naiπ) chegou ao Top 45 mundial do NASA Space Apps. Mas o que poucos veem é que esse resultado começa muito antes — começa quando um grupo, normalmente um “bando de loucos”, os quais chamo carinhosamente de “joias da coroa”, decide construir um ambiente onde isso pode acontecer.

Por trás de cada pódio existe um espaço que acolhe erros, rascunhos, cafés às pressas, debates acalorados e pessoas que nunca se viram trabalhando como se já se conhecessem.

Lembro bem da apresentação dos vencedores deste ano. “Estávamos andando com o projeto e, de repente, percebemos que o problema era maior do que parecia. Foi preciso parar e desenhar o fluxo… em um pequeno pedaço de papel.”

E é sempre assim: comece pelo problema, rabisque suas ideias, aproveite o processo.

Esses eventos são uma versão acelerada da vida real: problemas surgem, pessoas de áreas completamente diferentes colaboram, alguém precisa entender, investigar, combinar dados e rabiscar até fazer sentido.

Até o próprio hackathon começa assim: em pequenos rabiscos, contatos com possíveis parceiros, definições de tamanho, modalidade, fluxo…

E é isso que me move: criar experiências onde o extraordinário se torna possível. Às vezes, tudo o que alguém precisa para alcançar o mundo… é de um espaço que permita começar.

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